Resumir 2011? Em uma palavra: complicado.
Achei que seria um ano "menos ruim" que 2010, mas não foi bem assim... Se eu fosse falar tudo o que aconteceu esse ano, o post ficaria gigantesco. E tô sem saco pra contar historinha.
Perdi gente querida. Perdi amigos. Ganhei inimigos. Ganhei alguns amigos.
Algumas pessoas me esqueceram, outras aceitaram estar comigo pra sempre.
Minha depressão aumentou. Felicidade diminuiu. De repente momentos bons. De repente momentos muito ruins.
Perdi a paciência. Fiquei mais calma do que nunca.
Fui triste. Fui feliz.
Um misto de extremos. Já estou habituada.
E espero que ano que vem eu possa lidar melhor com tudo isso.
Que eu não enlouqueça mais.
Feliz 2012.
sábado, 31 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
The adventures of a stupid girl in a mall at Christmas time.
Três coisas: maquiagens, perfumes e shopping. Três coisinhas nas quais estão me dando náuseas. Eu não tenho (ou tinha) o costume de frequentar shopping center, mas nesses últimos dias isso virou uma rotina diaria meio chatinha. Ir para o shopping já é ruim. Ir à um shopping de gente rica e arrogante é péssimo. Ir à um shopping de gente rica e arrogante para ir trabalhar É PIOR AINDA.
Shopping Eldorado. As moças de lá andam de bolsas Louis Vuitton e Balenciaga (ô bolsa feia!) pra lá e pra cá, com seus olhares de águia procurando a melhor grife pra gastar o rico salário gordo que ganham. Dá até raiva. É muita futilidade pra pouca paciência minha. São INCONTÁVEIS os iPhones e Blackberries que eu vi nas mãos burguesas perambulantes de lá. Argh. Que nojinho.
Pior que isso, sou eu usando maquiagem. Uma coisa que não faz parte da minha vida e nem do meu universo. Mas caralhos, por quê cargas d'água eu tenho que usar MAQUIAGEM?! Ah sim claro, porque faz parte das normas comportamentais da loja, né. Pelo menos com um blush bem marcado e batom bem chamativo eu tenho que estar usando. Esses dias usei um batom tão vermelho que parecia uma biscate ao invés de uma consultora de vendas decente. Aliás, consultora de vendas é um jeito chique de pronunciar a palavra vendedora, PORQUE É COISA DE POBRE. E estou num shopping "chique", afinal.
Ser vendedora não é tão ruim assim. Vendendo é o que realmente importa. Mas há certas coisas que me incomodam profundamente. A pressão que você sofre pra vender é bem evidente. Se você não vende, sua comissão é mínima e seu salário não vai dar nem pra pagar as contas direito. Outra coisa que me incomoda bastante é a postura. Sim, a postura. Eu sinceramente acho que não fui feita pra ser moldada por regras e afins. Então qualquer regra comportamental e eu já acho uma frescurite daquelas bem agudas. Lá você não pode encostar nas prateleiras. Nem um dedo sequer. MAS POR QUÊ CARGAS D'ÁGUA VOCÊ NÃO PODE ENCOSTAR NAS PORRAS DAS PRATELEIRAS?! Por acaso eu posso passar alguma doença pra elas? Posso infectar os perfumes com a minha pobreza ou alguma merda do tipo? E de "colocar as mãos entrelaçadas na frente do corpo"? É ALGUMA MACUMBA POR ACASO? PASSA ALGUM TIPO DE MENSAGEM SUBLIMINAR MALDOSA QUE FAÇA O CLIENTE DESISTIR DE COMPRAR A BUCETA DO PRODUTO COMIGO?!
Toda essa frescura é habilmente dirigida pela supervisora da loja, uma tal de Roberta, que todo mundo chama de Rô. Ela é legal. Quando não tá dando piti por eu encostar minha mão sem querer nas prateleiras na hora do expediente. Ou quando não tá quase me fuzilando com o olhar quando eu não faço nada esperando algum cliente (parece que ela quer que eu invente na hora ali algum marketing muito maluco pra chamar todos os clientes né). Se aproveita de mim só porque sou nova naquela loja, é o que parece. Eu posso estar enganada. Ela pode ser até alguém ainda mais legal, se eu pudesse bater papo com ela por mais tempo, afinal ela tá sempre ocupada com a loja e as outras meninas, fofocando sobre os filhos e sobre os moços do quiosque em frente. Juro que se ela der mais um piti por causa da minha "personalidade" estabanada, eu jogo um frasco de perfume naquela cabecinha loira dela!
Sobre minhas colegas de trabalho... Elas são legais, são mesmo. Pelo menos algo pra eu gostar naquela loja, não é? So não gosto quando elas tentam me mudar da água pro vinho. Elas ficaram sabendo que eu gosto de rock (e de que eu sou cafona) por causa das minhas camisetas de bandas preferidas, e que eu não tenho namorado. CLARO, ELAS CULPARAM O MEU GOSTO MUSICAL PELA MINHA SOLTEIRICE PROLONGADA. E uma delas me soltou a pérola: "Você tem que sair do rock e ir pro pagodão pra arranjar homem!". Eu realmente poderia dormir sem essa.
Um mês. Se eu não aparecer na internet em janeiro, provavelmente estarei numa clínica psiquiátrica.
Shopping Eldorado. As moças de lá andam de bolsas Louis Vuitton e Balenciaga (ô bolsa feia!) pra lá e pra cá, com seus olhares de águia procurando a melhor grife pra gastar o rico salário gordo que ganham. Dá até raiva. É muita futilidade pra pouca paciência minha. São INCONTÁVEIS os iPhones e Blackberries que eu vi nas mãos burguesas perambulantes de lá. Argh. Que nojinho.
Pior que isso, sou eu usando maquiagem. Uma coisa que não faz parte da minha vida e nem do meu universo. Mas caralhos, por quê cargas d'água eu tenho que usar MAQUIAGEM?! Ah sim claro, porque faz parte das normas comportamentais da loja, né. Pelo menos com um blush bem marcado e batom bem chamativo eu tenho que estar usando. Esses dias usei um batom tão vermelho que parecia uma biscate ao invés de uma consultora de vendas decente. Aliás, consultora de vendas é um jeito chique de pronunciar a palavra vendedora, PORQUE É COISA DE POBRE. E estou num shopping "chique", afinal.
Ser vendedora não é tão ruim assim. Vendendo é o que realmente importa. Mas há certas coisas que me incomodam profundamente. A pressão que você sofre pra vender é bem evidente. Se você não vende, sua comissão é mínima e seu salário não vai dar nem pra pagar as contas direito. Outra coisa que me incomoda bastante é a postura. Sim, a postura. Eu sinceramente acho que não fui feita pra ser moldada por regras e afins. Então qualquer regra comportamental e eu já acho uma frescurite daquelas bem agudas. Lá você não pode encostar nas prateleiras. Nem um dedo sequer. MAS POR QUÊ CARGAS D'ÁGUA VOCÊ NÃO PODE ENCOSTAR NAS PORRAS DAS PRATELEIRAS?! Por acaso eu posso passar alguma doença pra elas? Posso infectar os perfumes com a minha pobreza ou alguma merda do tipo? E de "colocar as mãos entrelaçadas na frente do corpo"? É ALGUMA MACUMBA POR ACASO? PASSA ALGUM TIPO DE MENSAGEM SUBLIMINAR MALDOSA QUE FAÇA O CLIENTE DESISTIR DE COMPRAR A BUCETA DO PRODUTO COMIGO?!
Toda essa frescura é habilmente dirigida pela supervisora da loja, uma tal de Roberta, que todo mundo chama de Rô. Ela é legal. Quando não tá dando piti por eu encostar minha mão sem querer nas prateleiras na hora do expediente. Ou quando não tá quase me fuzilando com o olhar quando eu não faço nada esperando algum cliente (parece que ela quer que eu invente na hora ali algum marketing muito maluco pra chamar todos os clientes né). Se aproveita de mim só porque sou nova naquela loja, é o que parece. Eu posso estar enganada. Ela pode ser até alguém ainda mais legal, se eu pudesse bater papo com ela por mais tempo, afinal ela tá sempre ocupada com a loja e as outras meninas, fofocando sobre os filhos e sobre os moços do quiosque em frente. Juro que se ela der mais um piti por causa da minha "personalidade" estabanada, eu jogo um frasco de perfume naquela cabecinha loira dela!
Sobre minhas colegas de trabalho... Elas são legais, são mesmo. Pelo menos algo pra eu gostar naquela loja, não é? So não gosto quando elas tentam me mudar da água pro vinho. Elas ficaram sabendo que eu gosto de rock (e de que eu sou cafona) por causa das minhas camisetas de bandas preferidas, e que eu não tenho namorado. CLARO, ELAS CULPARAM O MEU GOSTO MUSICAL PELA MINHA SOLTEIRICE PROLONGADA. E uma delas me soltou a pérola: "Você tem que sair do rock e ir pro pagodão pra arranjar homem!". Eu realmente poderia dormir sem essa.
Um mês. Se eu não aparecer na internet em janeiro, provavelmente estarei numa clínica psiquiátrica.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Feel like a cocô.
Se sentir um lixo todos os dias é para poucos, como eu. Se sentir bem debaixo do tapete, pior que uma poeirinha ao vento.
Estou naqueles dias. Sinto uma cólicazinha meio incômoda. Deveria estar pior (e ainda acho que vai piorar). Minha cabeça dói e me sinto mais inchada do que um balão. Meus peitos pararam de doer milagrosamente esses dias não sei como... Caralho, é duro ser mulher! Mulher feia, ainda por cima.
Já é ruim o bastante se sentir feia em todos os dias da sua vida, imagine naqueles dias... Parece que o sangue desce e a sua (baixa) auto-estima vai junto. É incrível. Me olho no espelho e tenho vontade de destruí-lo num soco só. Foda-se se minha mão vai ficar fodida depois de cortes. O importante é poder tirar essa dorzinha da alma pra fora. Mas como é de costume na minha vida, cortarei minha mão à toa. E ainda terei sete anos de azar.
Estou naqueles dias. Sinto uma cólicazinha meio incômoda. Deveria estar pior (e ainda acho que vai piorar). Minha cabeça dói e me sinto mais inchada do que um balão. Meus peitos pararam de doer milagrosamente esses dias não sei como... Caralho, é duro ser mulher! Mulher feia, ainda por cima.
Já é ruim o bastante se sentir feia em todos os dias da sua vida, imagine naqueles dias... Parece que o sangue desce e a sua (baixa) auto-estima vai junto. É incrível. Me olho no espelho e tenho vontade de destruí-lo num soco só. Foda-se se minha mão vai ficar fodida depois de cortes. O importante é poder tirar essa dorzinha da alma pra fora. Mas como é de costume na minha vida, cortarei minha mão à toa. E ainda terei sete anos de azar.
Ontem foi um inferno. Fui levar a documentação necessária para a contratação lá do trampo. Cheguei lá umas 9 da manhã. SAÍ DAQUELE LUGAR UMAS 14:30, QUASE TRÊS DA TARDE! Um absurdo! Não é mais fácil pegar os documentos com uma pessoa só, num outro lugar que não fosse tão cheio e assinar APENAS uma filha de contrato? Esse povo não facilita mesmo as coisas... A única coisa maravilhosa que aconteceu foi eu ter conhecido a Maca, uma mocinha lindinha de apenas doze anos de idade, mas que tem um bom gosto musical maravilhoso. Ela disse que eu sou linda. NÃO ACREDITEM NELA. Ela exagerou gente, só isso. Mas cara, amei conhecê-la. E ainda conheci os amigos pirralhos dela, muito simpáticos e receptivos comigo. Estranhei o fato deles não terem se assustado comigo quando olharam pra minha cara e quando viram minha aparência deplorável: suada, fedida (estava um calor dos infernos!) e com uma roupa não muito bonita para encontros. Mas valeu a pena. O problema era eu mesmo.
Eu estou sozinha em casa no momento, me sentindo insatisfeita com a minha vida, com o meu corpo e com vontade de vomitar. Não almocei, e nem pretendo. Prevejo que descolarei uma úlcera por não comer normalmente e uma bela anemia pra foder tudo de vez.
Aceito telefones de clínicas psiquiátricas.
Eu estou sozinha em casa no momento, me sentindo insatisfeita com a minha vida, com o meu corpo e com vontade de vomitar. Não almocei, e nem pretendo. Prevejo que descolarei uma úlcera por não comer normalmente e uma bela anemia pra foder tudo de vez.
Aceito telefones de clínicas psiquiátricas.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Yay.
Minhas unhas estão vermelhas. Cherries In The Snow. Parece nome de banda, mas é meu esmalte da Revlon (sô chiq). Talvez eu colocaria o nome da minha (futura) banda de Cherries In The Snow. The Lizard Queens (idéia de uma amiga belíssima do Twitter), anyway... Um nome feminino e bem cheio de atitude. Não sou criativa com essas coisas. Então desconsiderem tudo isso aí.
Consegui passar nas entrevistas lá do trampo lá em Pinheiros. Shopping Eldorado. (que no endereço está na Rebouças, mas pelo o que eu vi está na Eusébio Matoso... Credo, essas ruas de São Paulo...) Começo por lá na segunda feira. Na loja de maquiagens. Do tamanho de um ovo o estabelecimento, mas muuuuito amor! Sei lá, a loja é bem linda. Se puderem, conheçam a Eudora. E se você frequenta o Eldorado, NÃO VÁ ME VISITAR.
Pra você chegar por lá, tem que passar pela Paulista. Já falei que adoro aquele lugar? Só o lugar. Os frequentadores são os hipsters metidões da Bela Vista, que frequentam Starbucks e só fumam cigarrinho Black Menthol. Agora que o Natal está chegando, aquilo vai furvilhar de gente de narizinho empinado. Eu nem ligo. Estarei mais distraída com os pisca-piscas e enfeites coloridos. Aquele Bradesco grandão depois do MASP está ficando magnânimo.
Depois da entrevista marota lá, passei na Saraiva. Em cada shopping que eu vou, eu entro em alguma livraria. Principalmente na Saraiva. Mega Store ainda, que tesão. Vi uma foto tão mais que demais do Pink Floyd que quis roubar de lá e pedir pra moldurar. Até que surpreendi. Na maioria das vezes vejo mais fotos do Elvis e da Audrey Hepburn, mas dos Fróide... Procurei alguma do Led Zeppelin. CADÊ?!
Vi um CD da Lady Gaga. Um tal de "Born This Way Remixes". E confesso que fiquei intrigada com o nome de uma música: "BLACK JESUS † AMEM FASHION"... Cheguei a conclusão de que não se fazem mais títulos de música como antigamente! (Otis Redding e seu "Sittin' On The Dock Of The Bay)
Acordei com "Stay" na cabeça (por isso ela estava doendo?!) e imaginei Rick Wright acordando com os olhos sonolentos e surpreso por me ver ao seu lado.
Consegui passar nas entrevistas lá do trampo lá em Pinheiros. Shopping Eldorado. (que no endereço está na Rebouças, mas pelo o que eu vi está na Eusébio Matoso... Credo, essas ruas de São Paulo...) Começo por lá na segunda feira. Na loja de maquiagens. Do tamanho de um ovo o estabelecimento, mas muuuuito amor! Sei lá, a loja é bem linda. Se puderem, conheçam a Eudora. E se você frequenta o Eldorado, NÃO VÁ ME VISITAR.
Pra você chegar por lá, tem que passar pela Paulista. Já falei que adoro aquele lugar? Só o lugar. Os frequentadores são os hipsters metidões da Bela Vista, que frequentam Starbucks e só fumam cigarrinho Black Menthol. Agora que o Natal está chegando, aquilo vai furvilhar de gente de narizinho empinado. Eu nem ligo. Estarei mais distraída com os pisca-piscas e enfeites coloridos. Aquele Bradesco grandão depois do MASP está ficando magnânimo.
Depois da entrevista marota lá, passei na Saraiva. Em cada shopping que eu vou, eu entro em alguma livraria. Principalmente na Saraiva. Mega Store ainda, que tesão. Vi uma foto tão mais que demais do Pink Floyd que quis roubar de lá e pedir pra moldurar. Até que surpreendi. Na maioria das vezes vejo mais fotos do Elvis e da Audrey Hepburn, mas dos Fróide... Procurei alguma do Led Zeppelin. CADÊ?!
Vi um CD da Lady Gaga. Um tal de "Born This Way Remixes". E confesso que fiquei intrigada com o nome de uma música: "BLACK JESUS † AMEM FASHION"... Cheguei a conclusão de que não se fazem mais títulos de música como antigamente! (Otis Redding e seu "Sittin' On The Dock Of The Bay)
Acordei com "Stay" na cabeça (por isso ela estava doendo?!) e imaginei Rick Wright acordando com os olhos sonolentos e surpreso por me ver ao seu lado.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Celulites ambulantes e minha blusa florida.
Calor, que delícia! Adoro quando chega o verão, porque as noites ficam calorosas e dá pra sentar na calçada e fumar um cigarro pra pensar na vida. Mas é engraçado, porque o Brasil é um país tropical e NINGUÉM gosta de calor. Já falei a solução pra esse povo aqui. Deixa quieto.
Fui hoje pra Galeria do Rock com uns amigos e o meu irmão. Um lugar supimpa! Fazia algum tempo que não ia pra lá (desde o dia mundial do rock!), meu amigo foi comprar um par de coturnos militares e uma bermuda. Pagou uns tantos mangos, nem vi quanto. Porque eu estava numa outra vitrine esperando-os, vendo meu Led Zeppelin IV (SIM, PORQUE ELE SERÁ MEU!) por 25 mangos. Os olhos brilharam, e desviaram-se pros outros álbuns Zeppelianos que estavam por lá. Tinha uns Floydianos também. Dark Side Of The Moon por 35 mangos? Hum.
Me senti uma hippie esqusita naquele lugar. Normalmente quando vou pra lá, gosto de usar minhas camisetas de bandas. Troquei minha camisetinha preferida do Ramones por uma leve blusinha florida. Uma batinha florida, pra ser mais exata. Gosto dela. Me sinto romântica, risos.
Ok, vimos o Rafael Cortez do CQC lá no vale do Anhangabaú. Mas isso não importa.
Ah sim, as cervejas! Tomamos duas garrafas na padaria perto de casa. Meu irmão encontrou a bisca... Quer dizer, a mina que ele estava pegando. Uma tal de Janaína. Cara de biscate, sem mais. E uma bunda tão imensa que imaginei COMO meu irmão aguentaria aquela coisa toda. Só sei que imaginei as centenas de celulites que ela devia ter. Afinal toda mulher tem celulite. EU TENHO CELULITE. EU TENHO ESTRIAS. Você também tem. E tenho certeza que devem ser muito piores que as minhas.
Enfim, está calor e preciso tomar MAIS UM banho. E a preguiça?
Fui hoje pra Galeria do Rock com uns amigos e o meu irmão. Um lugar supimpa! Fazia algum tempo que não ia pra lá (desde o dia mundial do rock!), meu amigo foi comprar um par de coturnos militares e uma bermuda. Pagou uns tantos mangos, nem vi quanto. Porque eu estava numa outra vitrine esperando-os, vendo meu Led Zeppelin IV (SIM, PORQUE ELE SERÁ MEU!) por 25 mangos. Os olhos brilharam, e desviaram-se pros outros álbuns Zeppelianos que estavam por lá. Tinha uns Floydianos também. Dark Side Of The Moon por 35 mangos? Hum.
Me senti uma hippie esqusita naquele lugar. Normalmente quando vou pra lá, gosto de usar minhas camisetas de bandas. Troquei minha camisetinha preferida do Ramones por uma leve blusinha florida. Uma batinha florida, pra ser mais exata. Gosto dela. Me sinto romântica, risos.
Ok, vimos o Rafael Cortez do CQC lá no vale do Anhangabaú. Mas isso não importa.
Ah sim, as cervejas! Tomamos duas garrafas na padaria perto de casa. Meu irmão encontrou a bisca... Quer dizer, a mina que ele estava pegando. Uma tal de Janaína. Cara de biscate, sem mais. E uma bunda tão imensa que imaginei COMO meu irmão aguentaria aquela coisa toda. Só sei que imaginei as centenas de celulites que ela devia ter. Afinal toda mulher tem celulite. EU TENHO CELULITE. EU TENHO ESTRIAS. Você também tem. E tenho certeza que devem ser muito piores que as minhas.
Enfim, está calor e preciso tomar MAIS UM banho. E a preguiça?
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Why don't you get a job?!
Começo esse post com um sonho engraçado que eu tive esta noite:
"Eu estava... Ah sei lá onde eu estava! Só sei que vi uma cena linda: Rick Wright tocando uma musiquinha engraçada nos teclados, Roger Waters dançando e fazendo coreografia, Nick Mason olhando pra algum ponto aleatório (provavelmente não querendo ver aquela cena cômica) e David Gilmour olhando pra mim. Agora o PORQUÊ ele estava olhando pra mim, eu realmente não sei."
Eu acordei. Refleti. Acordei com uma música da Rihanna na cabeça (???) e comecei a rir.
Hoje fui pra uma entrevista de emprego. Definitivamente, odeio entrevistas de emprego. Odeio por basicamente duas razões: 1° - Eu SEMPRE sou reprovada; 2° - Eu sou obrigada a mentir (Ah, sou SUPER DINÂMICA, TENHO VONTADE DE APRENDER E SOU MUITO CONFIANTE!). Acho que tem algo como "olá, eu sou uma perdedora e feia, não me aceite!" em neon rosa bem na minha testa.
A mocinha do RH que me entrevistou era miúda e magrinha, coitada. Mas era bem bonitinha. Bem simpática. É uma vaga para trabalhar como vendedora numa loja de cosméticos (OLHEM ONDE EU FUI ME METER!) no Shopping Eldorado, lá em Pinheiros. Pinheiros, sabe? Elite, gente rica e capitalista, prédios enormes de vidro, Rede Globo, sacam? Me pergunto realmente se vou me dar bem. Primeiro, porque sou feia. E como vocês veem naquelas lojas tipo Contém 1g ou aquela do batom da Lady Gaga, a tal de M.A.C, as vendedoras são lindas! Bem maquiadas e mais ou menos simpáticas. Segundo, sou o ser mais retraído desse mundinho. Faz sentido esse trampo apara um ser cheio de probleminhas como eu? VIVENDO PERIGOSAMENTE.
Só sei que milagrosamente passei pra segunda fase dessa maldita entrevista. A mocinha pequenininha disse que entraria em contato na segunda. Aguardo o retorno. :)
Enquanto eu voltava pra casa de saltos altos e meus pés queimando (odeio odeio odeio), eu lia um livro de crônicas. Porque acabei esquecendo os fones de ouvido pra ir ouvindo uma musiquinha. Não vivo sem música. Me senti num universo paralelo e tortuosamente silencioso num ônibus enquanto eu voltava pra casa. Olhei a árvore de Natal lá do Ibirapuera quase terminada cantarolando "Going to California" entre balbucios. Ela está... Aff, ela já esteve mais bonita!
Agora estou aqui, com a dobra do meu braço doendo misteriosamente quando dobro-o, com preguiça de tirar a maquiagem e tentada a terminar minha noite com miojo de carne. Sem muito caldo. Coisa boa da vida.
"Eu estava... Ah sei lá onde eu estava! Só sei que vi uma cena linda: Rick Wright tocando uma musiquinha engraçada nos teclados, Roger Waters dançando e fazendo coreografia, Nick Mason olhando pra algum ponto aleatório (provavelmente não querendo ver aquela cena cômica) e David Gilmour olhando pra mim. Agora o PORQUÊ ele estava olhando pra mim, eu realmente não sei."
Eu acordei. Refleti. Acordei com uma música da Rihanna na cabeça (???) e comecei a rir.
Hoje fui pra uma entrevista de emprego. Definitivamente, odeio entrevistas de emprego. Odeio por basicamente duas razões: 1° - Eu SEMPRE sou reprovada; 2° - Eu sou obrigada a mentir (Ah, sou SUPER DINÂMICA, TENHO VONTADE DE APRENDER E SOU MUITO CONFIANTE!). Acho que tem algo como "olá, eu sou uma perdedora e feia, não me aceite!" em neon rosa bem na minha testa.
A mocinha do RH que me entrevistou era miúda e magrinha, coitada. Mas era bem bonitinha. Bem simpática. É uma vaga para trabalhar como vendedora numa loja de cosméticos (OLHEM ONDE EU FUI ME METER!) no Shopping Eldorado, lá em Pinheiros. Pinheiros, sabe? Elite, gente rica e capitalista, prédios enormes de vidro, Rede Globo, sacam? Me pergunto realmente se vou me dar bem. Primeiro, porque sou feia. E como vocês veem naquelas lojas tipo Contém 1g ou aquela do batom da Lady Gaga, a tal de M.A.C, as vendedoras são lindas! Bem maquiadas e mais ou menos simpáticas. Segundo, sou o ser mais retraído desse mundinho. Faz sentido esse trampo apara um ser cheio de probleminhas como eu? VIVENDO PERIGOSAMENTE.
Só sei que milagrosamente passei pra segunda fase dessa maldita entrevista. A mocinha pequenininha disse que entraria em contato na segunda. Aguardo o retorno. :)
Enquanto eu voltava pra casa de saltos altos e meus pés queimando (odeio odeio odeio), eu lia um livro de crônicas. Porque acabei esquecendo os fones de ouvido pra ir ouvindo uma musiquinha. Não vivo sem música. Me senti num universo paralelo e tortuosamente silencioso num ônibus enquanto eu voltava pra casa. Olhei a árvore de Natal lá do Ibirapuera quase terminada cantarolando "Going to California" entre balbucios. Ela está... Aff, ela já esteve mais bonita!
Agora estou aqui, com a dobra do meu braço doendo misteriosamente quando dobro-o, com preguiça de tirar a maquiagem e tentada a terminar minha noite com miojo de carne. Sem muito caldo. Coisa boa da vida.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Problems.
Sim, eu estou sentada aqui postando algo inútil. Não, eu não estou bem. Aliás, eu nunca estou bem.
Quando você convive anos da sua vida com um espelho lhe mostrando que você não é nada daquilo que a sociedade quer, a vida passa a ser mais difícil. Pra você conseguir ter tudo na vida, ter sucesso e tudo o mais, você é quase obrigada a ser aquilo que não é. Meu caso por exemplo. Um belo dia mamãe me perguntou por que não faço amizades com os vizinhos. Tem uma vizinha minha (biscatezinha, vai pra baile funk, usa roupinha curta e tudo o mais) que está trabalhando nos Correios (me pergunto como ela conseguiu... Ela mal concluiu o Ensino Médio!). Papai reclama comigo por não ter feito amizade com ela antes, senão ela teria me indicado pra trabalhar por lá. MAS QUE CARALHO. Eu não tenho personalidade pra conviver com uma garota que com certeza vai querer que eu acompanhe-a nos bailes funk do bairro e que vai me empurrar homens igualmente funkeiros e fedidos. Eu odeio essa mania que meus lindos pais tem de querer que eu me afaste das minhas amizades originais pra se escambar pro lado de "amizades fakes", que não vão ter efeito algum na minha vida. Forçar amizades é uma merda.
Mamãe queria que eu fosse diferente. Que eu fosse bonita. Que eu tivesse um namorado e vivesse feliz pra sempre. Não mamãe, isso é quase impossível.
"Quero que você use uma roupa bem bonita no domingo, porque vamos à igreja..."
"Ah tá bom mãe. Tá bom... Tsc..."
Como se a igreja desse um UP instantâneo na minha vida e tudo ficasse bem depois. Ela disse que se eu fizesse amizade com o povinho da igreja eu seria uma pessoa melhor. Eu fiquei quieta. Gastar saliva com uma bobagem dessa não ia valer a pena. Mas depois eu ri no dia seguinte contando isso pra minha amiga Ju.
Ah sim. Tem uma música que eu gostaria de compartilhar com vocês.
http://www.youtube.com/watch?v=aRllOg1cCWQ
(Deftones - Minerva)
Sei lá. Pensei nessa música o dia inteiro ontem.
Quando você convive anos da sua vida com um espelho lhe mostrando que você não é nada daquilo que a sociedade quer, a vida passa a ser mais difícil. Pra você conseguir ter tudo na vida, ter sucesso e tudo o mais, você é quase obrigada a ser aquilo que não é. Meu caso por exemplo. Um belo dia mamãe me perguntou por que não faço amizades com os vizinhos. Tem uma vizinha minha (biscatezinha, vai pra baile funk, usa roupinha curta e tudo o mais) que está trabalhando nos Correios (me pergunto como ela conseguiu... Ela mal concluiu o Ensino Médio!). Papai reclama comigo por não ter feito amizade com ela antes, senão ela teria me indicado pra trabalhar por lá. MAS QUE CARALHO. Eu não tenho personalidade pra conviver com uma garota que com certeza vai querer que eu acompanhe-a nos bailes funk do bairro e que vai me empurrar homens igualmente funkeiros e fedidos. Eu odeio essa mania que meus lindos pais tem de querer que eu me afaste das minhas amizades originais pra se escambar pro lado de "amizades fakes", que não vão ter efeito algum na minha vida. Forçar amizades é uma merda.
Mamãe queria que eu fosse diferente. Que eu fosse bonita. Que eu tivesse um namorado e vivesse feliz pra sempre. Não mamãe, isso é quase impossível.
"Quero que você use uma roupa bem bonita no domingo, porque vamos à igreja..."
"Ah tá bom mãe. Tá bom... Tsc..."
Como se a igreja desse um UP instantâneo na minha vida e tudo ficasse bem depois. Ela disse que se eu fizesse amizade com o povinho da igreja eu seria uma pessoa melhor. Eu fiquei quieta. Gastar saliva com uma bobagem dessa não ia valer a pena. Mas depois eu ri no dia seguinte contando isso pra minha amiga Ju.
Ah sim. Tem uma música que eu gostaria de compartilhar com vocês.
http://www.youtube.com/watch?v=aRllOg1cCWQ
(Deftones - Minerva)
Sei lá. Pensei nessa música o dia inteiro ontem.
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