sábado, 28 de janeiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Começo de ano.

Oi.

Demoro muito pra postar. Foda-se.

Irritação é algo natural, certo? No meu caso, está se tornando algo preocupante. Muitas coisas me irritam. Desde pessoas até um pedaço de papel. Deve ser as tristezas da minha vida que acabam se tranformando em irritação. Como se fosse um palito de fósforo caindo numa quantidade de gasolina e se tranformando numa explosão, mais ou menos assim.

Eu não sei se vocês sabem, mas estou desempregada novamente. Me dispensaram da loja, onde eu procurava fazer o meu melhor pra permanecer por lá. Porque apesar da supervisora mais falsa que bolsa Louis Vuitton na 25 de março e das madames das mais variadas arrogâncias frequentadoras daquele lugar, eu até que gostava do trabalho. Principalmente das meninas que me receberam com muita gentileza e me ajudaram com toda a paciência do muito. E honestamente tenho muito o que agradecer à elas. Mas fico chateada. Talvez mais pelo fato da supervisora filha duma mãe não ter reconhecido minha dedicação. E ela deve ter me dispensado mais por cauda do amigo secreto que teve. Eu tirei uma colega de lá, e na hora ela tinha me dito que ELA era quem tinha tirado a menina. Ou seja, nós duas tínhamos tirado a mesma pessoa. E ficou me condenando, de cara feia comigo e talvez nem querendo me ver pintada de ouro. Fui embora pra casa chorando horrores no trem. Parece bobagem chorar por coisas tão ínfimas como essa. Eu podia nem ter se importado, mandado um "foda-se", esquecer tudo. Mas eu não tenho essa facilidade. Não tenho culpa se me enganei. É errado errar?

Só sei que depois do ocorrido, no meu último dia de trabalho por lá, apareci, dei um "bom dia" e um Feliz Ano Novo pra supervisora, e ela simplesmente soltou um "ah", seco. Na hora, meti o dedo no "foda-se essa loja e essa mulher!", disse que ia pra farmácia do shopping comprar um Atroveran (porque estava morrendo de cólicas na ocasião), saí... E quem disse que eu voltei?

E cá estou eu, sentada na frente desse computador, se candidatando loucamente na InfoJobs, sem nenhum retorno. Mamãe chegou agora há pouco em casa, me perguntando se eu tinha alguma novidade. Nem respondi.

O ProUni me fodeu e não fui selecionada pra nenhuma das bolsas que eu escolhi. Enquanto outras pessoas mais inteligentes (e sacanas) do que eu conseguem bolsas até pro Mackenzie.

Estou procurando ajuda psiquiátrica (porque um ano no psicólogo não me ajudou em porra nenhuma, só me fez piorar), mas está difícil. O SUS tem muita frescura. E eu não tenho tempo pra frescuras. Tem alguma coisa me devastando, me destruíndo, me fazendo acreditar de que tudo que eu tenho a fazer é me jogar da Ponte Estaiada. Gostaria de descobrir. Mamãe acha que é algo espiritual, diz que não tenho Deus no coração, que eu preciso de uma igreja.

Devem ter colocado meu nome numa encruzilhada, com galinhas pretas mortas e velas vermelhas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Biscate loser e outras (poucas) alegrias.

Hoje é terça-feira. Tá frio e chovendo. E estamos no verão. Reflitam.

Ainda bem que com a ajuda dos deuses, no domingo não choveu. Tanto é que mamãe e papai foram pro Guarujá se divertirem. Eu nem fui, porque tive que sair. Sair pra conhecer uma garota completamente maluca, fora da compreensão humana e muito especial.



Essa coisinha de óculos sendo tarada por essas duas safadas aí é a Dani. Uma cretina bem linda que eu amei conhecer. Se acha feia sem ser. Dá vontade de descer a mão nela (hum...), mas prefiro tará-la. Ela é fã de Led Zeppelin, tem coisa melhor?

Parece foto de biscate, mas é puro amor.

Falando em coisas de biscate, tem esse blog que quero compartilhar com vocês:

http://biscatesocialclub.wordpress.com/

Porque eu sou uma biscate. Uma biscate loser e tapada, mas sou. Explico.
Acho que uma porrada de seguidores do Twitter deve saber que eu sou virgem (se não souberem, estão sabendo agora!), e sinceramente não vejo problema nisso, como muita gente também sabe. O que acontece é que eu "sei das coisas". Na teoria. Na prática, hm... Não, não encontrei um São Jorge pra me fazer o favor. Se tiver um corajoso afim... OH WAIT.

Acontece que minha mente durante todos esses anos acumulou muita informação sobre putaria e etc... O resultado disso é isso aí: NENCI.Link
Enfim, leiam o blog e identifiquem-se. Porque eu sei que você também é uma biscate.

E o tanto de biscate de biquíni que papai deve ter visto no Guarujá hein?

sábado, 31 de dezembro de 2011

Wishes.

Resumir 2011? Em uma palavra: complicado.

Achei que seria um ano "menos ruim" que 2010, mas não foi bem assim... Se eu fosse falar tudo o que aconteceu esse ano, o post ficaria gigantesco. E tô sem saco pra contar historinha.

Perdi gente querida. Perdi amigos. Ganhei inimigos. Ganhei alguns amigos.
Algumas pessoas me esqueceram, outras aceitaram estar comigo pra sempre.
Minha depressão aumentou. Felicidade diminuiu. De repente momentos bons. De repente momentos muito ruins.
Perdi a paciência. Fiquei mais calma do que nunca.
Fui triste. Fui feliz.

Um misto de extremos. Já estou habituada.
E espero que ano que vem eu possa lidar melhor com tudo isso.

Que eu não enlouqueça mais.

Feliz 2012.

sábado, 10 de dezembro de 2011

The adventures of a stupid girl in a mall at Christmas time.

Três coisas: maquiagens, perfumes e shopping. Três coisinhas nas quais estão me dando náuseas. Eu não tenho (ou tinha) o costume de frequentar shopping center, mas nesses últimos dias isso virou uma rotina diaria meio chatinha. Ir para o shopping já é ruim. Ir à um shopping de gente rica e arrogante é péssimo. Ir à um shopping de gente rica e arrogante para ir trabalhar É PIOR AINDA.

Shopping Eldorado. As moças de lá andam de bolsas Louis Vuitton e Balenciaga (ô bolsa feia!) pra lá e pra cá, com seus olhares de águia procurando a melhor grife pra gastar o rico salário gordo que ganham. Dá até raiva. É muita futilidade pra pouca paciência minha. São INCONTÁVEIS os iPhones e Blackberries que eu vi nas mãos burguesas perambulantes de lá. Argh. Que nojinho.

Pior que isso, sou eu usando maquiagem. Uma coisa que não faz parte da minha vida e nem do meu universo. Mas caralhos, por quê cargas d'água eu tenho que usar MAQUIAGEM?! Ah sim claro, porque faz parte das normas comportamentais da loja, né. Pelo menos com um blush bem marcado e batom bem chamativo eu tenho que estar usando. Esses dias usei um batom tão vermelho que parecia uma biscate ao invés de uma consultora de vendas decente. Aliás, consultora de vendas é um jeito chique de pronunciar a palavra vendedora, PORQUE É COISA DE POBRE. E estou num shopping "chique", afinal.

Ser vendedora não é tão ruim assim. Vendendo é o que realmente importa. Mas há certas coisas que me incomodam profundamente. A pressão que você sofre pra vender é bem evidente. Se você não vende, sua comissão é mínima e seu salário não vai dar nem pra pagar as contas direito. Outra coisa que me incomoda bastante é a postura. Sim, a postura. Eu sinceramente acho que não fui feita pra ser moldada por regras e afins. Então qualquer regra comportamental e eu já acho uma frescurite daquelas bem agudas. Lá você não pode encostar nas prateleiras. Nem um dedo sequer. MAS POR QUÊ CARGAS D'ÁGUA VOCÊ NÃO PODE ENCOSTAR NAS PORRAS DAS PRATELEIRAS?! Por acaso eu posso passar alguma doença pra elas? Posso infectar os perfumes com a minha pobreza ou alguma merda do tipo? E de "colocar as mãos entrelaçadas na frente do corpo"? É ALGUMA MACUMBA POR ACASO? PASSA ALGUM TIPO DE MENSAGEM SUBLIMINAR MALDOSA QUE FAÇA O CLIENTE DESISTIR DE COMPRAR A BUCETA DO PRODUTO COMIGO?!

Toda essa frescura é habilmente dirigida pela supervisora da loja, uma tal de Roberta, que todo mundo chama de Rô. Ela é legal. Quando não tá dando piti por eu encostar minha mão sem querer nas prateleiras na hora do expediente. Ou quando não tá quase me fuzilando com o olhar quando eu não faço nada esperando algum cliente (parece que ela quer que eu invente na hora ali algum marketing muito maluco pra chamar todos os clientes né). Se aproveita de mim só porque sou nova naquela loja, é o que parece. Eu posso estar enganada. Ela pode ser até alguém ainda mais legal, se eu pudesse bater papo com ela por mais tempo, afinal ela tá sempre ocupada com a loja e as outras meninas, fofocando sobre os filhos e sobre os moços do quiosque em frente. Juro que se ela der mais um piti por causa da minha "personalidade" estabanada, eu jogo um frasco de perfume naquela cabecinha loira dela!

Sobre minhas colegas de trabalho... Elas são legais, são mesmo. Pelo menos algo pra eu gostar naquela loja, não é? So não gosto quando elas tentam me mudar da água pro vinho. Elas ficaram sabendo que eu gosto de rock (e de que eu sou cafona) por causa das minhas camisetas de bandas preferidas, e que eu não tenho namorado. CLARO, ELAS CULPARAM O MEU GOSTO MUSICAL PELA MINHA SOLTEIRICE PROLONGADA. E uma delas me soltou a pérola: "Você tem que sair do rock e ir pro pagodão pra arranjar homem!". Eu realmente poderia dormir sem essa.

Um mês. Se eu não aparecer na internet em janeiro, provavelmente estarei numa clínica psiquiátrica.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Feel like a cocô.

Se sentir um lixo todos os dias é para poucos, como eu. Se sentir bem debaixo do tapete, pior que uma poeirinha ao vento.

Estou naqueles dias. Sinto uma cólicazinha meio incômoda. Deveria estar pior (e ainda acho que vai piorar). Minha cabeça dói e me sinto mais inchada do que um balão. Meus peitos pararam de doer milagrosamente esses dias não sei como... Caralho, é duro ser mulher! Mulher feia, ainda por cima.

Já é ruim o bastante se sentir feia em todos os dias da sua vida, imagine naqueles dias... Parece que o sangue desce e a sua (baixa) auto-estima vai junto. É incrível. Me olho no espelho e tenho vontade de destruí-lo num soco só. Foda-se se minha mão vai ficar fodida depois de cortes. O importante é poder tirar essa dorzinha da alma pra fora. Mas como é de costume na minha vida, cortarei minha mão à toa. E ainda terei sete anos de azar.

Ontem foi um inferno. Fui levar a documentação necessária para a contratação lá do trampo. Cheguei lá umas 9 da manhã. SAÍ DAQUELE LUGAR UMAS 14:30, QUASE TRÊS DA TARDE! Um absurdo! Não é mais fácil pegar os documentos com uma pessoa só, num outro lugar que não fosse tão cheio e assinar APENAS uma filha de contrato? Esse povo não facilita mesmo as coisas... A única coisa maravilhosa que aconteceu foi eu ter conhecido a Maca, uma mocinha lindinha de apenas doze anos de idade, mas que tem um bom gosto musical maravilhoso. Ela disse que eu sou linda. NÃO ACREDITEM NELA. Ela exagerou gente, só isso. Mas cara, amei conhecê-la. E ainda conheci os amigos pirralhos dela, muito simpáticos e receptivos comigo. Estranhei o fato deles não terem se assustado comigo quando olharam pra minha cara e quando viram minha aparência deplorável: suada, fedida (estava um calor dos infernos!) e com uma roupa não muito bonita para encontros. Mas valeu a pena. O problema era eu mesmo.

Eu estou sozinha em casa no momento, me sentindo insatisfeita com a minha vida, com o meu corpo e com vontade de vomitar. Não almocei, e nem pretendo. Prevejo que descolarei uma úlcera por não comer normalmente e uma bela anemia pra foder tudo de vez.

Aceito telefones de clínicas psiquiátricas.